Museu Federal Ucraniano em Prudentópolis

Escrito por admin no dia 24 de julho de 2011 em Sem categoria - Nenhum Comentário

Espaços em Curitiba e Prudentópolis serão construídos com orçamento federal e devem estar prontos até a Copa do Mundo no país

Publicado em 24/07/2011 Gazeta do Povo – Isadora Rupp
Até 2014, o Paraná deve ganhar dois novos museus em Curitiba e Prudentópolis, na região centro-sul do estado. Ambos serão federais e com administração do Ministério da Cultura (MinC). As propostas são do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a elaboração dos projetos para instalação dos museus – em Curitiba, será abrigado na agência central dos Correios e, em Prudentópolis, construído em um terreno que será doado pela Eletrobrás – devem iniciar ainda neste semestre. A iniciativa parte das ações previstas pela Política Nacional de Museus, que pretende ampliar para 50% o número de municípios brasileiros com um museu – atualmente, esse número é de 21%.

Em Prudentópolis, a ideia é fazer o Museu Federal Ucraniano aproveitando acervos existentes na cidade e também buscando materiais nos municípios do entorno. Segundo o presidente do Ibram, José do Nascimento Júnior, o espaço será instalado em um terreno inutilizado que pertence à Eletrobrás, e que será doado ainda este ano para abrigar o local. “Vamos esperar a doação e, a partir daí, elaborar um projeto. Mas já estive em Prudentópolis e é um terreno considerável, poderemos fazer um museu importante”. Os custos que o museu deve gerar não foram informados pelo órgão. Nascimento disse que só terá a informação quando o projeto estiver finalizado, mas que ambos os museus terão orçamento federal. O presidente salienta que o museu de Prudentópolis não deve se concentrar apenas na cultura e colonização ucraniana, mas vai trazer obras que dialogam com os imigrantes que continuam aqui. “Queremos valorizar esse campo étnico tão importante na colonização do Paraná e do sul do Brasil”.

Segundo o deputado Ângelo Vanhoni (PT), que é suplente das comissões de educação e cultura e deve ajudar a “patrocinar” os projetos criando emendas parlamentares que destinem mais verbas para o orçamento da área cultural, a implantação de um museu em Prudentópolis integra um conjunto de ações do governo federal na região, como a restauração de igrejas. No município de Mallet, a reforma da igreja na cidade custou R$ 1,3 milhões e teve verba do Instituto do Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan), Caixa Econômica e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). “São cidades que preservam a língua e que têm uma juventude integrada com o folclore ucraniano e polonês. Um museu deste porte será de extrema importância”.

Correios

Em Curitiba, parte dos 4 mil metros quadrados da sede central dos Correios, popularmente conhecida como “Correio velho”, abrigará o Museu Nacional da Poesia Paulo Leminski, que centralizará o material disponível sobre o poeta, trará outros nomes da poesia nacional e deve ser interativo, nos moldes do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

O prédio, inaugurado em 1934, está subutilizado desde 1998, com a mudança da sede para a Rua João Negrão. Desde então, o local abriga somente o atendimento aos clientes no térreo e utiliza poucas salas para guardar materiais ou separar uniformes antigos, que são destinados para projetos sociais.

O diretor regional dos Correios no Paraná, Areovaldo Alves de Figueiredo, afirma que, em 15 dias, será assinado um termo de compromisso entre os Correios e o Ibram para a cessão do espaço. A partir de então, começa o planejamento do museu, com detalhes como o tamanho, espaço ocupado dentro da agência e a tecnologia necessária. Junto com a montagem do espaço, os Correios iniciarão, ainda neste semestre, a revitalização do prédio na Praça Santos Andrade, que custará R$ 4 milhões – verba da própria instituição. Além de refazer toda a parte elétrica e hidráulica, já que o local sofre com infiltrações, a ideia é dar funcionalidade ao espaço, mantendo a agência e os serviços de Correios, mas abrigando o museu; há também a intenção de abrir um café.

A obra vai retomar o terraço original, em cima da agência – que será aberto para visitação –, a fachada e uma cúpula de vidro que foi cimentada nos anos 80. Serão mantidas as características originais do prédio, como o piso no térreo e o mármore dos corrimões das escadas. Além do museu, uma das salas poderá ser usada para abrigar um cinema.“Coversamos com a Fundação Cultural [de Curitiba] e deixamos o local aberto para outras ideias”, diz o diretor.

Inicialmente, com o projeto do restauro, veio a intenção de fazer um museu, mas somente com material dos Correios. “Vimos que a poesia tem muito a ver com a carta e que fazer um museu estático seria limitado. O novo espaço vai ajudar a trazer uma nova dinâmica para o centro, que hoje quase não tem opções culturais”, salienta Figueiredo.

A expectativa é de que as obras de restauração do prédio tenham início em novembro, com duração de 12 meses, e que o museu seja inaugurado, no máximo, até 2013, ano que os Correios completam 350 anos.

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