{"id":947,"date":"2011-05-27T14:14:47","date_gmt":"2011-05-27T17:14:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/?page_id=947"},"modified":"2011-05-27T14:15:44","modified_gmt":"2011-05-27T17:15:44","slug":"miguel-bakun","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/cultura\/personalidades\/miguel-bakun\/","title":{"rendered":"Miguel Bakun"},"content":{"rendered":"<p><a rel=\"lightbox[slb_947]\" href=\"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/miguel-bakun.png\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-950\" title=\"miguel bakun\" src=\"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-content\/uploads\/2011\/05\/miguel-bakun.png\" alt=\"\" width=\"225\" height=\"281\" \/><\/a>Miguel Bakun (Mallet, 28 de outubro de 1909 \u2013 Curitiba, 14 de fevereiro de 1963) foi um pintor p\u00f3s-impressionista e expressionista brasileiro, sendo considerado um dos pioneiros da Arte Moderna no Paran\u00e1.<\/p>\n<p>Filho de imigrantes eslavos, Bakun nasceu no interior do Paran\u00e1 em 1909. Aos dez anos de idade e vivendo na cidade de Ponta Grossa aprendeu o of\u00edcio de alfaiate. Aos dezessete anos ingressa na Marinha Brasileira na cidade portu\u00e1ria de Paranagu\u00e1. Em 1928 transfere-se para a Escola de Grumetes do Rio de Janeiro aonde conhece Jos\u00e9 Pancetti, seu colega de farda. Pancetti ser\u00e1 figura importante na vida de Bakun pelo estimula ao desenho. Ap\u00f3s um acidente dentro de um navio \u00e9 desligado da Marinha por incapacidade f\u00edsica e retorna ao estado natal, mais precisamente para Curitiba, aonde trabalha como fot\u00f3grafo ambulante, pintor de letreiros e an\u00fancios e decorador de interiores.<\/p>\n<p>Autodidata na pintura Bakun conhece, na capital paranaense, Guido Viaro e Jo\u00e3o Baptista Groff que o influenciam na carreira art\u00edstica.<\/p>\n<p>Na procura de um ambiente mais prop\u00edcio culturalmente, retorna ao Rio de Janeiro em 1939 reencontrando Pancetti que agora, al\u00e9m de marinheiro, faz parte da cultura art\u00edstica carioca.<\/p>\n<p>Novo retorno a Curitiba, agora em 1940, convive com artistas como: Nilo Previdi, Alcy Xavier, Marcel Leite e Loio P\u00e9rsio. Este conv\u00edvio com artistas \u201canti-academistas\u201d permite a Bakun conhecer os valores pl\u00e1sticos da pintura com uma certa emotividade que supera suas defici\u00eancias.<\/p>\n<p>Em 1948 o cr\u00edtico S\u00e9rgio Milliet define Bakun como um artista de esp\u00edrito van-goghiano, pois considera que nas obras do artista paranaense inexiste a devida no\u00e7\u00e3o da tela e cont\u00e9m excesso de \u201cempastamento\u201d, finalizando a cr\u00edtica com: &#8220;o entusiasmo do pintor, sua participa\u00e7\u00e3o intensa na obra tornam, entretanto, simp\u00e1ticos os seus pr\u00f3prios defeitos&#8221;.<\/p>\n<p>Trabalhando em um ateli\u00ea coletivo na capital paranaense, desenvolve, a partir de ent\u00e3o, sua produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica influenciada pela an\u00e1lise cr\u00edtica de Milliet e na obra de Vincent Van Gogh e assim suas pinturas passam a ter tons melanc\u00f3licos e depressivos.<\/p>\n<p>A d\u00e9cada de 1950 \u00e9 para Miguel Bakun a de maior produtividade em sua carreira art\u00edstica, dedicando-se a pintura de retratos, paisagens e natureza-morta. Curitiba e a regi\u00e3o pr\u00f3xima da capital \u00e9 a inspira\u00e7\u00e3o do artista com suas arauc\u00e1rias e matas t\u00edpicas do sul do pa\u00eds, bem como, seu casario simples dos descendentes e imigrantes europeus.<\/p>\n<p>Em 1950 \u00e9 convidado a pintar murais no Sal\u00e3o dos Papagaios, no torre\u00e3o da mans\u00e3o\/resid\u00eancia do governador Mois\u00e9s Lupion. Este im\u00f3vel \u00e9 atualmente denominado de Castelo do Batel e \u00e9 considerado patrim\u00f4nio hist\u00f3rico desde 1947.<\/p>\n<p>Em 1955 e 1957 realizou exposi\u00e7\u00f5es individuais, participando, tamb\u00e9m, de mostras coletivas com premia\u00e7\u00f5es no Sal\u00e3o Paranaense de Belas Artes e Sal\u00e3o de Belas Artes da Primavera do Clube Conc\u00f3rdia.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos anos da sua vida passa a ter uma vis\u00e3o animista da natureza, bem como, a tem\u00e1tica religiosa agora figura em parte da sua obra.<\/p>\n<p>Com uma situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica prec\u00e1ria e uma forte depress\u00e3o causada pela chegada do abstracionismo, que o faz sentir-se marginalizado, e a religiosidade em constante conflito, determinam o seu fim tr\u00e1gico aos moldes de Vincent van Gogh.<\/p>\n<p>Numa quinta-feira, dia 14 de fevereiro de 1963 Miguel Bakun suicidou-se em seu ateli\u00ea, na cidade de Curitiba, aos 53 anos e 3 meses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Miguel Bakun (Mallet, 28 de outubro de 1909 \u2013 Curitiba, 14 de fevereiro de 1963) foi um pintor p\u00f3s-impressionista e expressionista brasileiro, sendo considerado um dos pioneiros da Arte Moderna [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":623,"menu_order":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","template":"","meta":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/947"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=947"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/947\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":951,"href":"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/947\/revisions\/951"}],"up":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/623"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=947"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}