{"id":1079,"date":"2011-06-30T15:46:17","date_gmt":"2011-06-30T18:46:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/?page_id=1079"},"modified":"2021-01-23T16:15:54","modified_gmt":"2021-01-23T19:15:54","slug":"120-anos-de-imigracao","status":"publish","type":"page","link":"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/120-anos-de-imigracao\/","title":{"rendered":"130 anos de Imigra\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"font-family: Times New Roman; font-size: small;\"> <\/span><a rel=\"lightbox[slb_1079]\" href=\"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Logo-130-anos.jpg\"><img loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2645\" title=\"Logo 130 anos\" src=\"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Logo-130-anos-300x142.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"142\" srcset=\"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Logo-130-anos-300x142.jpg 300w, http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Logo-130-anos-610x290.jpg 610w, http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Logo-130-anos.jpg 1280w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>1891 \u2013 2021 130 Anos da Imigra\u00e7\u00e3o Ucraniana Para o Brasil.<\/p>\n<p>Em 2021 a comunidade ucraniana completou 130 anos de imigra\u00e7\u00e3o no Brasi. Uma programa\u00e7\u00e3o especial foi preparada e todos os meses aconteceram eventos ligados \u00e0 cultura ucraniana para saudar a data.<\/p>\n<p>O Estado do Paran\u00e1 abriga 80% da comunidade imigrante, o que soma aproximadamente 400 mil descendentes de ucranianos.<\/p>\n<p>A <a href=\"http:\/\/www.rcub.com.br\/rcub\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Hist\u00f3ria-da-Imigra\u00e7\u00e3o1.doc\">Hist\u00f3ria da Imigra\u00e7\u00e3o<\/a> tem in\u00edcio no ano de 1891 desde o munic\u00edpio de Zolochiv na Ucrania e dirigiram-se para Mallet.<\/p>\n<p><strong>2021 &#8211; 130 anos da Imigra\u00e7\u00e3o Ucraniana para o Brasil!<\/strong><\/p>\n<p><em>\u0414\u0435 \u0431 \u043c\u0438 \u0436\u0438\u043b<\/em><em>\u0438, \u0433\u043e\u0440\u0434\u0456\u043c\u043e\u0441\u044f, \u0449\u043e \u043c\u0438 \u0454 \u0443\u043a\u0440\u0430\u0457\u043d\u0446\u044f\u043c\u0438 <\/em>!<\/p>\n<p><strong><em>O<\/em><\/strong><strong><em>nde quer que vivamos, temos orgulho de ser ucranianos !<\/em><\/strong><\/p>\n<p>No ano de 2021 a comunidade ucraniana no Brasil comemora os 130 anos da imigra\u00e7\u00e3o ucraniana para o Brasil. Fen\u00f4meno que disse em versos Ivan Franko : <em>Oh, transbordaste, desdita rutena, Pela Europa, e al\u00e9m-oceanos!. <\/em>Come\u00e7ou no Brasil com dois grupos de 8 a 10 fam\u00edlias que se instalaram nos munic\u00edpios de Palmeira e Mallet no ano de 1891. Nos conta Nikolas Hec que em 1895\/96, \u201cdevido \u00e0 imensa propaganda dos agentes italianos e das companhias italianas de imigra\u00e7\u00e3o e navega\u00e7\u00e3o que proviam o Brasil de imigrantes cerca de 5 mil fam\u00edlias de ucranianos abandonaram a Gal\u00edcia. Era uma verdadeira fuga em massa em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida \u2013 emigra\u00e7\u00e3o sem amparo ou assist\u00eancia governamental, sem planejamento ou orienta\u00e7\u00e3o alguma, at\u00e9 mesmo sem os necess\u00e1rios guias ou int\u00e9rpretes, mas com os sempre e em toda parte presentes intermedi\u00e1rios e especuladores.\u201d<\/p>\n<p>\u00c1 imigra\u00e7\u00e3o da Ucr\u00e2nia para o exterior pode ser dividida em quatro per\u00edodos: final do s\u00e9culo XIX, durante a primeira guerra mundial, depois da segunda grande guerra mundial e a quarta onda ap\u00f3s a renova\u00e7\u00e3o da independ\u00eancia da Ucr\u00e2nia em 1991. Na primeira e a quarta onda preponderam as raz\u00f5es econ\u00f4micas e nas outras duas as raz\u00f5es da guerra e pol\u00edticas. No Brasil, podemos dizer que dois ter\u00e7os da imigra\u00e7\u00e3o t\u00eam raz\u00f5es econ\u00f4micas e ocorre durante a primeira onda imigrat\u00f3ria, com grande intensidade nos anos de 1895 e 1896.<\/p>\n<p>Essa onde imigrat\u00f3ria que se fixa principalmente no territ\u00f3rio do centro sul paranaense e norte de Santa Catarina, pr\u00f3ximo a atual divisa do Paran\u00e1 com Santa Catarina, era constitu\u00edda basicamente por agricultores, homens, mulheres e crian\u00e7as residentes na parte ocidental da Ucr\u00e2nia em aldeias. Relata Nikolas Hec \u201cGalicia, como prov\u00edncia austr\u00edaca aut\u00f4noma de 1772 a 1918, abrangia uma \u00e1rea de 55.337 km2, em que 3,1 milh\u00f5es de hectares eram de agricultura e pastagens e aproximadamente 2 milh\u00f5es de florestas. Em 1890 a popula\u00e7\u00e3o atingia 4 milh\u00f5es e 300 mil habitantes, dos quais 65% eram ucranianos, 15% poloneses, 12% judeus, 7% austro-alem\u00e3es, principalmente colonos, 1% outros. O Brasil contava, naquela \u00e9poca, com 14,5 milh\u00f5es de habitantes e o Estado do Paran\u00e1 (mais de 20 mil km 2) com apenas 250 mil. De toda a Europa, a Galicia era a regi\u00e3o agr\u00edcola mais densamente povoada. De cada 100 hectares de terra explor\u00e1vel para a agricultura viviam mais de 100 agricultores (na Alemanha 51, na Holanda 70). Essa superpopula\u00e7\u00e3o atingia principalmente os ucranianos, pois 92% desses (aproximadamente 2.400.000 de pessoas) dedicavam-se ao cultivo da terra. Em melhores situa\u00e7\u00f5es achavam-se as minorias nacionais, pois da agricultura viviam: 45% (apr. 300 mil) dos poloneses e 75% (apr. 200 mil) dos alem\u00e3es; os judeus mantinham em suas m\u00e3os quase todo o com\u00e9rcio e parte da ind\u00fastria. Al\u00e9m disso havia uma grande despropor\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-social quanto \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o das terras. A maioria ucraniana do pa\u00eds (65%) era propriet\u00e1ria apenas de 48% de todos o territ\u00f3rio. Mais de 30% de todas as terras pertenciam a aproximadamente 2 mil fam\u00edlias de latifundi\u00e1rios da nobreza polonesa. As restantes (22%) cabiam \u00e0 popula\u00e7\u00e3o polonesa agr\u00edcola, \u00e0s 100 col\u00f4nias alem\u00e3es e aos propriet\u00e1rios urbanos poloneses e judeus. Em m\u00e9dia, uma fam\u00edlia ucraniana de agricultores vivia de 2,6 hectares de terra.\u201d<\/p>\n<p>Os cultos ucranianos tem forte base na rever\u00eancia aos seus antepassados. Por essa raz\u00e3o n\u00e3o poder\u00edamos deixar de lembrar nas comemora\u00e7\u00f5es dos 130 da imigra\u00e7\u00e3o ucraniana para o Brasil, em breve relato, as raz\u00f5es socioecon\u00f4micas da mar\u00e9 humana que se formou em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Europa e \u00e0 Am\u00e9rica e outros continentes formando a primeira grande onda imigrat\u00f3ria da Ucr\u00e2nia. Aqueles que lan\u00e7arem os olhos sobre os registros de viagem dos navios e de perman\u00eancia nas hospedarias constatar\u00e1 que nesse trajeto as pessoas morriam e outros nasciam no caminho da esperan\u00e7a de dias melhores, que fincaram os primeiros palanques das casas e fizeram as primeiras ro\u00e7adas e primeiras colheitas derramando suor e sangue.<\/p>\n<p>Aquele que vai at\u00e9 a Col\u00f4nia Marcelino no munic\u00edpio de S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais naturalmente ficar\u00e1 deslumbrado com a majestosa arquitetura da nova Igreja da Sant\u00edssima Trindade (um dos mais belos patrim\u00f4nios culturais dos descendentes de ucranianos no Brasil) e com as pinturas iconogr\u00e1ficas da descendente dos primeiros imigrantes daquela mesma localidade Veronica Remes Nogas. Mas escavando o tempo passado da coloniza\u00e7\u00e3o, l\u00e1 no inicio de sua caminhada, no meio da Mata Atl\u00e2ntica, na localidade Castelhanos, repousam os ossos de mais de 200 imigrantes levados precocemente da vida pelas doen\u00e7as tropicais.\u00a0 Membros das v\u00e1rias fam\u00edlias que hoje constituem aquela comunidade jazem no meio da densa floresta. Junto com eles dorme eternamente o meu bisav\u00f4 Semko Syrotiuk que partiu da aldeia Vertelka, oblast Ternopil, com a esposa Euphrosina e seus oito filhos, o mais velho com 23 anos e o mais novo com 1 ano de exist\u00eancia. Mas o grupo resistiu, como toda a comunidade, e Euphrosina alcan\u00e7ou viver at\u00e9 os 108 anos de idade. A comunidade ucraniana brasileira atinge hoje 130 anos de exist\u00eancia, com aproximadamente 600.000 descendentes, em ascens\u00e3o econ\u00f4mica e cultural e com grandes contribui\u00e7\u00f5es ao Brasil.<\/p>\n<p><strong>Vit\u00f3rio Sorotiuk<\/strong><\/p>\n<p>Presidente da Representa\u00e7\u00e3o Central Ucraniano Brasileira. <a href=\"mailto:rcubras@gmail.com\">rcubras@gmail.com<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>1891 \u2013 2021 130 Anos da Imigra\u00e7\u00e3o Ucraniana Para o Brasil. Em 2021 a comunidade ucraniana completou 130 anos de imigra\u00e7\u00e3o no Brasi. 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